Mostrando postagens com marcador Denúncias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Denúncias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de maio de 2011

Arrematando


Já que resolvi soltar o verbo hoje, mesmo que de leve, achei por bem dar uma passadinha pela Casa onde as grandes decisões (ou ao menos a maioria delas), umas relevantes outras nem tanto, são tomadas em nossa cidade. Fui visitar o site da Câmara.
Como boa internauta que sou, costumo valorizar o cuidado com que se monta um site, com o conteúdo e a forma como as informações e notícias são levadas até os leitores, etc. Já não vejo com bons olhos o Portal da nossa prefeitura, que peca em muitas coisas, como informações incompletas, desencontradas, algumas funcionalidades que não funcionam (redundância necessária) e por aí vai.
Agora então, logo na entrada da Câmara Municipal virtual, me deparo com uma claudicada "municipal" (pra não dizer Federal): Você encontra ali a guia "Palavra do Presidente", logo no início. E vai até lá, com a maior boa vontade, querendo ver o que o Presidente tem a dizer.
Agora, suponhamos que você não seja de Rio Preto, ou que não seja um destes munícipes que acompanha o entra e sai de cada presidente de Câmara. Pois bem, ali você vai encontrar as palavras do presidente, mas se quiser saber seu nome não se iluda, não terá sua dúvida sanada ali.
O Presidente assina apenas como "Palavra do Presidente", e basta.
Quer fazer uma sugestão? Tirar uma dúvida? Fazer uma crítica? Desista. Os formulários de contato não funcionam, não enviam as mensagens. Definitivamente, a Câmara de Rio Preto ainda não entrou totalmente na "cyber onda". Estranho seria se tivesse entrado.
Rio Preto é uma linda cidade, mas resiste bravamente às mudanças do novo século, e parece contrariar o que diz a bela canção de Cazuza: "o tempo não para, não para não, não para".

E para arrematar minhas conjecturas, nada mais belo e útil do que a nova cara do cartão postal de Rio Preto: a fonte luminosa da Represa Municipal. Nossa cidade realmente precisava disso! Alguém discorda?



E tudo continua lindo!

Faz tempo que não venho botar a boca no trombone, também, dizer o que? Minha cidade continua linda (e aqui nem é o Rio de Janeiro).
Ruas limpas, políticos honestos, povo saudável, bem cuidado, criminalidade abaixo de zero em todas as instâncias. E nós acreditamos.

Inda esses dias fui me inscrever em um concurso público, claro, sou uma cidadã consciente e participativa, me orgulharia em fazer parte da máquina administrativa do município, ser mais uma a colaborar para que tudo "continue" lindo.
O cargo era "Conselheiro tutelar", um trabalho difícil, muitas vezes perigoso, porém imprescindível para garantir o bem estar das nossas crianças e fazer com que se cumpra tanto o dever da família quanto do poder público.
Fui, mas não pude realizar a inscrição, mesmo faltando ainda um dia para o término do prazo.
O motivo: não haveria tempo hábil para providenciar os documentos exigidos. Documentos estes que constavam do edital de abertura, que por sua vez estava publicado no Diário Oficial cujo link está no site da Prefeitura de Rio Preto.
Estaria tudo em ordem e perfeito se houvesse (em algum lugar do passado) a referida informação. Nem no portal da cidade, nem no portal da Secretaria de Assistência Social, responsável pelo concurso, nem em matéria publicada na imprensa local. Nem a publicação no Diário Oficial, nem a data da publicação.
O cidadão interessado em preencher uma das vagas disponíveis teria apenas que ser um leitor assíduo do Diário Oficial, nada mais justo claro.
Afinal, numa cidade como a nossa, onde tudo é tão lindo e bem cuidado, e o povo tão instruído, ler o Diário Oficial nada mais é do que um hábito corriqueiro.
E plagiando o Macaco Simão: rarará! É melhor rir do que morrer de raiva.

Claro que resolvi fazer um barulhozinho. Escrevi algumas linhas para a tal Secretaria mostrando minha indignação com a falta de transparência no processo, e também ao Ministério Público, pedindo orientação sobre como proceder a uma denúncia (que eu faria com o maior gosto), mas cortaram meu barato.
Com certeza ao abrir as vagas e disparar mal e porcamente as notícias, "eles" já contavam com a possível intervenção de uma pequena parcela da massa pensante que ainda existe nesta cidade. Tenho certeza de que não fui a única a reclamar e fazer saber que nem todos por aqui são cegos, surdos e mudos. "Grazie a Dio!"
Dois dias depois o prazo para as inscrições foi prorrogado.
É difícil pensar que não se pode esperar muito (ou nada) da administração de nossa Cidade. É uma consciência dura de se ter, quando o que esperamos ao ir as urnas e depositar não apenas um voto mas todas as nossas esperanças em alguns nomes, é justamente o contrário. Não importa qual seja o partido, a ideologia, a linha de pensamento, sempre se espera que os objetivos sejam os mesmos: o bem estar de uma nação, de um povo; resguardar os direitos dos cidadãos, atender às suas necessidades, e blá blá blá blá.

E eu poderia ficar aqui a noite toda, falar por exemplo, do novo e luxuoso gabinete do NOSSO SENHOR PREFEITO (ROGAI POR NÓS OS PECADORES HUMILHADOS), que em breve será mais um belo espaço para receber os concidadãos e munícipes com suas reinvindicações (rarará), ou ainda sobre a "preocupação" do nosso diletíssimo Presidente da Câmara, aquele OSCARzinho, em arrumar a casa e dar condições à vereança para verear dignamente. Cadeiras anatômicas, frigobar, gêneros de primeiríssima necessidade para o trabalho exaustivo de verear em gabinete.
Mas não vou, seria gastar vela demais com defunto ruim, e o preço da vela anda pela hora da morte. Tá, a piada é ruim, mas digam que valeu a intenção e já me dou por satisfeita.
Vou apenas contar mais um causo.
Aconteceu assim: passei os dois últimos dias (ontem e hoje) entre UPA, Santa Casa e HB atendendo meu pai que anda adoentado. Receitados alguns medicamentos de uso controlado o tempo que me sobrou para ir atrás deles foi hoje, no finalzinho do dia. Pela falta de recursos financeiros, busquei uma UBS que tivesse atendimento de farmácia após o horário normal de funcionamento, e encontrei (para minha felicidade) a UBS do Santo Antonio, pertinho de casa, onde me informaram que o atendimento seria até as 19h.
Surpresa: atendem sim, mas medicamentos deste tipo são dispensados apenas até as 16h. 
Pergunto porque, e a resposta: determinação da Secretaria de Saúde.
Bem, não perguntei "de quem" era a determinação, e sim o "porque" dela, mas que importa isso? Ordens são ordens, não é?
Para que, afinal de contas, um munícipe/cidadão/ pagador de impostos precisaria saber dos porques das determinações de Secretarias Municipais? Para questioná-las?
Óbvio que não precisa.

E como diz a canção: "assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade". Apesar de que, não concordo muito com ela. Olhando assim, daqui de cima, as formigas me parecem bem organizadas, esforçadas, determinadas, e cheias de vontade, apesar dos passos pequenos. Por aqui, o que se vê é muita vontade e a passos bem largos, mas de se passar o pé, a perna, a mão, o rodo ou o que der em quem for, desde que seja para o SEU próprio bem.
E sobra muita vontade quando se fala em PODER ou, falando diferente, em PHODER o povo.


Monica San

domingo, 5 de abril de 2009

Gato por lebre - respeito é bom e eu gosto!

Antes de continuar falando sobre a representatividade do cidadão nas questões referentes à administração pública, faço um aparte para relatar um fato ocorrido comigo e que eu gostaria que servisse de alerta e orientação à alguns pais que, em busca de uma formação adequada para seus filhos, acabam comprando "gato por lebre".


Gato por lebre

O que é Orientação vocacional? Quais os objetivos e quais as técnicas utilizadas numa Orientação vocacional?
Uma escola que oferece cursos profissionalizantes em uma determinada área de atuação pode realizar testes e orientação vocacional com alunos de determinadas escolas direcionando-os aos interesses da própria escola?
O que relato a seguir, aconteceu comigo esta semana.

A escola Eurodata - Educação para o mercado de trabalho, da cidade de São José do Rio Preto, esteve na escola onde meu filho estuda, E.E.Vitor Brito Bastos, oferecendo aos alunos a oportunidade de realizar uma "Orientação vocacional". A mesma oferta feita na escola, foi posteriormente feita à mim por contato telefônico, onde o funcionário explicou-me que seria realizado por um profissional especializado um teste vocacional e posteriormente uma orientação vocacional visando a orientação de meu filho para concorrer no mercado de trabalho. Deixando claro que após a orientação, se houvesse interesse nos cursos oferecidos pela escola meu filho teria direito à um desconto no valor das mensalidades e da matrícula. Foi-me solicitado que marcasse data e horário para comparecermos à escola e que não faltássemos.
Acostumada às estratégias e manobras de convencimento já usuais em casos assim, onde se pretende "vender" muito mais do que "prestar" um serviço logo imaginei do que se tratava. Porém, o interesse de meu filho em fazer o teste e o meu próprio em conferir a proposta apresentada, fizeram com que me dispusesse a levá-lo até lá.

Creio que seja importante esclarecer o que eu, particularmente, entendia por "Orientação vocacional", antes mesmo de rondar a internet afim de confirmar meus conhecimentos sobre o assunto.
Entendo que a "Orientação vocacional" é um processo que implica em duas etapas: num primeiro momento a pessoa (no caso, o aluno) realiza um teste, chamado "teste vocacional" que pode conter perguntas, jogos e atividades, tendo por objetivo avaliar e determinar aptidões e habilidades para determinadas áreas de atuação dentro do mercado de trabalho. Ou seja, a vocação da pessoa, daí o termo "vocacional".
Num segundo momento, o aluno é orientado sobre a aplicação destas habilidades na sua formação profissional. Campos de atuação, oferta de mercado, competitividade, e tudo o que se possa saber sobre como concorrer e garantir uma vaga.
Constatei após algumas leituras sobre o assunto que meus conhecimentos não estavam equivocados, e que equivocada mesmo era a proposta feita à mim e ao meu filho pela escola em questão.

Ao chegarmos à escola, fomos muito bem recebidos e orientados a aguardar pela funcionária que realizaria a atividade proposta conosco.
Ao se apresentar, como "Orientadora Vocacional" a funcionária nos convidou a conhecer a escola, que tem suas atividades e cursos voltados preferencialmente para a área da informática.
Conhecemos todas as dependências da escola, e após, em sua sala a orientadora nos apresentou estruturalmente a Escola através de imagens, gráficos e textos muito bem elaborados que ela ia "lendo" e nos mostrando na tela do computador.
Até aí, já estávamos a cerca de vinte minutos com a orientadora e nada do que havia sido proposto aconteceu.
Nos últimos dez minutos da visita, (programada para durar trinta) foi que se passou a realizar a "Orientação vocacional".
Duas etapas de perguntas superficiais, totalmente direcionadas para a área de informática e, sob a minha ótica de mãe e consumidora, nem um pouco relevantes para a orientação vocacional de meu filho. E no final, uma avaliação também superficial, pouco motivadora e tendenciosa.
Chamou-me a atenção a seguinte frase na avaliação de meu filho:

"Seus conhecimentos em informática estão muito abaixo da média exigida pelo mercado. A necessidade de atualização é URGENTE."

Ora, não creio que haja mesmo uma necessidade URGENTE em atualizar os conhecimentos de informática para concorrer no mercado de trabalho quando se trata um menino de treze anos. E também não creio que, se por acaso meu filho escolher uma área de atuação que não tenha como requisito essencial estes conhecimentos ele realmente precise especializar-se no assunto.
Acredito que a "Orientação vocacional" de fato vai muito além de testar os conhecimentos do aluno, e consequentemente a necessidade de especialização numa determinada área, no caso a informática. Ela deveria ser abrangente para todas as áreas de atuação profissional, totalmente imparcial e descomprometida com qualquer serviço oferecido pela escola, e bem mais comprometida com os interesses e as capacidades do aluno avaliado.

Em suma, a Escola Eurodata está vendendo "gato por lebre" ou, sendo mais objetiva, está veiculando propaganda enganosa. Utiliza-se de uma manobra simpática e atraente ao jovem que ainda não está certo de suas capacidades e portanto está indeciso quanto à suas escolhas, para "vender o seu peixe".
Meu filho foi avaliado com o termo "muito abaixo da média" (em informática) sem sequer ser perguntado sobre as carreiras que pretendia ou gostaria de seguir. Nenhuma das perguntas relacionavam os interesses dele à outras áreas de atuação e nenhum outro recurso, como jogos ou atividades, foi utilizado para sua avaliação.
Ao final da visita, um dos cursos da escola foi indicado como extremamente necessário à sua formação profissional. O que, é claro, já era esperado.

Embora eu não julgue a atuação da "orientadora vocacional" em questão como eficiente e bem conduzida, haja vista que não me convenceu e nem ao meu filho, sei que muitos pais preocupados com a formação de seus filhos mas com pouco conhecimento sobre as armadilhas deste mercado consumista e inescrupuloso acabam por fazer sacrifícios muito acima de suas possibilidades seduzidos por este tipo de propaganda.
Uma escola que apresenta títulos, prêmios, e reconhecimento de seu trabalho por órgãos idôneos como Fundação Abrinq, MEC, selo ISO 9001 certamente é vista como exemplo de lisura e transparência. Porém, novamente sob minha ótica de mãe e consumidora, ela peca quando tenta conduzir e influenciar as escolhas dos alunos, ao invés de realmente orientar e proporcionar conhecimento para que os mesmos possam fazer as suas próprias escolhas com segurança e auto-confiança.

Gostaria imensamente que os padrões de qualidade altíssimos de determinadas instituições não fossem utilizados como ferramentas de manipulação, indução, e desrespeito ao indivíduo e ao cidadão.
Ainda acho que ser grande e poderoso, não implica necessariamente em subjugar os mais fracos, mas por outra, em fazê-los mais fortes e independentes, pois a vida não dá garantias a quem pode ou paga mais. E o tempo é implacável e verdadeiramente imparcial, não se conta em moedas.

Abaixo, listo alguns endereços da web onde se pode ler sobre "Orientação vocacional".


http://www.mundovestibular.com.br/articles/130/1/ORIENTACAO-VOCACIONAL/Paacutegina1.html

http://users.hotlink.com.br/stigre/vocacao.htm

http://www.netpsi.com.br/artigos/140704_orientvoc.htm

http://www.terra.com.br/istoe/1651/educacao/1651_hora_educacao.htm

http://www.oportaldosestudantes.com.br/testevoc.asp




Vale lembrar, que nossa cidade conta com duas excelentes opções de formação tanto em nível técnico quanto em nível superior na área de informática, gestão de negócios e outros, todos gratuitos. O Centro Paula Souza, com dois núcleos em Rio Preto:

Escola técnica

Etec Philadelpho Gouvêa Netto
Av. dos Estudantes, 3278 - Jardim Aeroporto
CEP 15035-010 - São José do Rio Preto/SP
Tel/Fax: (17) 3233-9266 / 9823

Faculdade de Tecnologia

Fatec Rio Preto
câmpus Profª Olga Malluk Lopes da Silva
Rua Fernandópolis, 2510 - Eldorado
CEP 15043-020 - São José do Rio Preto - SP
Tel/ Fax: (17) 3219-1433

Monica San
mpvsantos@yahoo.com.br